sol.JPG (17680 bytes)Ensinar a Arte de Viver
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A Vida no Real Sentido de Viver
Entardecer
Uma carta
Feras ou Flores?
Confio em ti ...
Voar na rota do Sol
Nova Rota
Reflexões
Uma Vida que encontrou o seu real caminho
Saudade

 

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Gia Carneiro Chaves

Uma lareira crepitante de rubras labaredas é um dos mais fascinantes pontos de concentração. Figuras fantasmagóricas brotam da lenha incandescente que sobem e descem, vacilam e crescem numa dança plena de mistério e beleza! O vento deambuleia lá fora, ruidoso, entrando sem cerimónia pelas telhas do meu telhado. Parece gargalhar, gargalhar em rajadas que me acompanham.
Sinto a noite como a mais fiel companheira, com ela e ao sabor do vento, mergulho em mim, conjecturo, questiono, procurando soluções no labiríntico emaranhado da mente.

O meu "Eu" na mais total plenitude está com todos os seres que na luta titânica pelo existir se vão esquecendo de Viver! Na realidade, foi o próprio homem através dos séculos, desde as mais remotas eras que lenta e gradualmente deu origem a estruturas e infra-estruturas que o tornaram cada vez mais escravo, vítima e prisioneiro, primeiro, dele próprio, e … depois de toda a sociedade circundante. O homem (Ser, já limitado) na sua ambição desmedida de conquistas infinitas vai-se lançando no caos de uma luta competitiva, angustiante, numa eterna dependência e interdependência psíquica. Depois … estrebucha tentando libertar-se de amarras e grilhões que ele próprio criou. A ambição humana de "ter" esquecido de Ser, não o deixa transcender as reais limitações da matéria.
A arte de Viver na plenitude da Vida é uma meta! Ensinar a agarrar a "beleza" de cada coisa e de cada situação, aprender a sentirmo-nos "prisioneiros voluntários" é uma filosofia de Vida que torna a caminhada bem mais suave. Afinal, a esmagadora maioria dos viventes humanos que deambulam no espaço planetário, no âmago do seu Ser, uivam de dor, rouquejam gritos, e num atropelo inconsciente tentam euforizar a Vida de maneira ingénua e que ignorantemente consideram certa na hierarquia de valores convencionados, estipulados. Saber criar Vida é a arte mais sublime! Nós, os que julgamos saber, os que adquirimos conhecimentos e abarrotamos o intelecto com a suprema finalidade de entender, de entender … pensamos convencidos que a razão é algo divino que deve dominar a sede das emoções. Só nos ensinaram a entender, não a olhar, a sentir, a vibrar com as sensações. Porque não ensinar a Viver de dentro para fora?
Porque não ensinar a existir em sintonia com o Ser, que origina um Estar pleno em cada Aqui e Agora? Ensinar a chegar a esta dimensão é imprescindível ajudar cada um a aprender a atravessar os seus desertos, a escalar montanhas abruptas, a trepar agrestes rochedos de íngremes promontórios, e a saborear extensas e verdejantes planícies! E depois … ensinar a encontrar a realidade de um paraíso interior e "aí" até a necessária sobrevivência no oceano existencial, a que as limitadas condições da matéria obrigam, pode viv
enciar-se em sintonia com a essência do Ser!
A maior parte das destabilizações psíquicas são de nível emocional e sentimental, criadoras de bloqueios e complexos que perturbam angustiantemente a Vida do ser humano! A Vida é saborear e desfrutar o que é realmente o eco do nosso sentir. É observar a magnificiência duma Natureza sempre pujante que compõe infinitos espaços do planeta! É saborear todas as manifestações de afecto, cultivá-las com maior carinho e ternura, pois são imprescindíveis como nutrientes fundamentais da alma humana. Saber cultivar uma mente positiva, abrir as janelas da alma de dentro para fora, e numa entrega ao mundo, numa dádiva sem cobrança é uma das mais sábias artes de viver.

Gia Carneiro Chaves

 

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