sol.JPG (17680 bytes)Enxaquecas
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No meio do turbilhão existencial quotidiano a humanidade na sua quase totalidade não Vive … existe, simplesmente existe!

Causas acumuladas ao longo de gerações originam situações cada vez mais escravizantes e uma quase constante hiperpreocupação domina o ser humano.

Essa preocupação exagerada causa distúrbios psíquicos e emocionais por vezes tão violentos que detioram o funcionamento normal das células, com alteração do equilíbrio biológico e surgem as tão generalizadas Psicossomáticas, que não são mais que o fenómeno de correlação entre os fenómenos psíquicos e os fisiológicos.

A medicina psicossomática nas suas profundas investigações, especialmente nas últimas décadas deste século, demonstra cientificamente que são as perturbações angustiantes de ordem psíquica as fundamentais responsáveis que afectam desagradavelmente a actividade funcional do organismo. Qualquer tipo de preocupação exagerada e ansiedades desmedidas geram uma quase constante hiperpreocupação. Conhecer o que se passa em cada um de nós é ir de encontro à nossa verdade, o que frequentemente queremos ignorar.

A hiperpreocupação é uma exagerada e ansiosa preocupação nos vários níveis existenciais do Ser humano incluindo, em muitos casos, mais especialmente o campo ocupacional - laboral e acabando por produzir um stress mental, desencadeando pela contínua tensão nervosa que, por sua vez, desencadeia uma distonia neurovegetativa com variadas e por vezes dolorosas manifestações psicossomáticas.

Altera profundamente o tónus circulatório porque a tensão nervosa, revoltas, agressividade recalcada e as angustiosas ansiedades provocadas pelas pressões circundantes afectam os vasos sanguíneos e também originam uma hiperfunção da supra-renal com uma exagerada descarga de adrenalina. A abundância adrenalínica no sangue pode provocar, entre outras manifestações psicossomáticas, a cefaleia, mais vulgarmente conhecida por enxaqueca, vulgaríssima nas sociedades onde nos deslocamos.

Actualmente, grande número de jovens sofrem de enxaquecas. As causas fisiológicas fundamentais da origem são contracções dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, sendo a causa primordial: factores de ordem psicológica com predomínio dum exército de medos de maior ou menor intensidade. Mecanismos psíquicos como a desvalorização do indivíduo, processo geralmente começado na infância, auto-crítica elevada ao escrúpuplo, conduzida por um rígido processo educacional pleno de exigências e responsabilidades superiores à idade e às capacidades do indivíduo, levam a uma insegurança angustiante.

As pessoas sujeitas a enxaquecas são facilmente dominadas por estados de excitabilidade e irritabilidade. À medida que a assiduidade das enxaquecas avança, o indivíduo vai perdendo o interesse pelo mundo exterior e aumenta uma profunda diminuição das capacidades em geral.

Há vários tipos de enxaqueca, sendo de salientar: a enxaqueca vulgar, que se anuncia muitas vezes nas 24 horas que precedem a crise, por meio de náuseas; bulímia, que é uma necessidade premente de comer como auto-compensação de algo a nível afectivo; sonolência ou também uma irritabilidade incontrolável. Na maioria dos casos a dor começa ao acordar e vai-se acentuando, só desaparecendo muitas horas depois. Os analgésicos, por vezes, não são suficientes para combater a dor.

A enxaqueca oftálmica inicia-se com perturbações na visão, fenómenos que duram pouco tempo e depois surge a dor que atinge, à semelhança da enxaqueca vulgar, mais violentamente uma metade do crâneo.

A enxaqueca psicogénica - os factores psico-afectivos são os mais e maiores determinantes na ocorrência das crises e na repetição das enxaquecas: uma raiva reprimida, ressentimentos, mágoas recalcadas e irritações contidas podem desencadeá-las. Estas cefaleias nervosas ou psicogénicas apresentam-se com contracções exageradas dos músculos da nuca, do pescoço e da região cervical posterior, apresentando também os sintomas de cefaleias normais. Estas contracções são geralmente provocadas por factores psicológicos, como emoções de sofrimento, de afecções ou frustrações amargas, ansiedade angustiante, tensões reprimidas e em períodos de esgotamento.

Há ainda a enxaqueca, sinónimo de doença-refúgio que, inconscientemente, como um dos múltiplos mecanismos de defesa do inconsciente sábio, permite escapar a situações ou conflitos penosos, as responsabilidades que se rejeitam e que, por vezes, coincidem com um mau estar depressivo ou uma angústia existencial.

As enxaquecas são muito frequentes entre os intelectuais: Nietzche, Gide, Darwin sofriam permanentemente de enxaquecas. Chopin, Tchaikovsky, Guy de Maupassant … três célebres personalidades com um denominador comum: sofriam de quase constantes enxaquecas. Maupassant foi um dos que melhor escreveu sobre a sua dolorosa enfermidade:"este horrível mal que tortura, macera a cabeça, enlouquece, faz perder as ideias e difusa a memória, como se fosse poeira ao vento…"

Os psicanalistas propõem a explicação de que as cefaleias seriam o preço do seu excesso de intelectualidade. Para outros cientistas, os trabalhos intelectuais poderiam suscitar dilatações vasomotoras, responsáveis pelas dores de cabeça. Clinicamente propõe-se que muitas enxaquecas podem ser causadas por cargas genéticas e que "um casamento entre duas pessoas que sofrem desta enfermidade pode ter pesadas consequências para os seus descendentes".

Na generalidade a rigidez, a hiper-emoção, a ansiedade, o nervoso constrangido, o perfeccionismo, em suma, um ser rígido sem qualquer válvula para dar livre curso às suas emoções está sujeito a ser vítima de tremendas dores de cabeça.

Existem psicoterapias específicas para os que padecem de enxaquecas, com o objectivo de abrandar a rigidez mental e remover extractos acumulados ao longo dos tempos, causadores das cefaleias. Por vezes é necessário fazer-se paralelamente alguns analgésicos até que a terapia possa arrancar as raízes primordiais causadores da psicossomática tão dolorosa!

Gia Carneiro Chaves

 

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