sol.JPG (17680 bytes)Feras ou Flores?
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Depois de vários artigos científicos sinto vontade de comunicar vivências, relatar factos sentidamente vividos, com aqueles que me procuram.

As questões que os jovens me põem são suave e docemente esclarecidas de uma forma mais simbolista e poética, mas aprofundada, têm a ciência da psicologia das profundidades.

Um dia, uma jovem ... muito jovem, completamente desorientada de quem era? O que era? Num choro convulsivamente angustiante perguntou-me em palavras soltas:

"O mundo é uma selva cheia de feras ou um jardim cheio de flores?"

Acalmei-a e prometi responder-lhe por escrito. As palavras naquele momento seriam consumidas pela angustia e pouco ficaria retido. Escrevi-lhe dias depois:

O mundo seria na realidade um jardim de flores, porque as "feras" não são mais no teu critério, que as injustiças, o desamor, a mentira, as pressões de uma sociedade escravizada que escraviza, a solidão afectiva, etc, manifestações vivenciais que doem de humanos desencontrados.

Essas "feras" a que te referes não são mais do que flores a quem lhes foram ministrados ingredientes errados ... por vezes logo ao despertar neste "Existir Aqui"! Assim as flores que somos quando nascemos são lenta e gradualmente degeneradas em outras formas! As duas formas de vida são realidade. Uma grande parte do Universo humano transforma-se no que tu consideras "fera", e na sequência das gerações outros vindouros, "feras" se tornarão, por inconsciência, e ignorância de quem lhes deu existir, situação esta, de que estes não têm a mínima culpa, porque não tiveram acesso a qualquer aprendizagem de como fazer crescer a flor que geraram.

A ignorância das realidades intrapsíquicas, dos salutares valores humanos, que na hierarquia de valores são os que enriquecem o bem-estar e conduzem à paz interior, são as causas fundamentais dos maiores sofrimentos da humanidade.

Especialmente o não saber quem realmente somos, o desconhecimento do "Eu" camuflado, amordaçado por dogmas convencionados que não são mais que bloqueadores muros, destrocedores daquilo que cada um na realidade "É" na essência psíquica, que canalizam a maior parte da humanidade aos medos que aniquilam, às inseguranças que inibem, à cobardia que mascara, às angustias da ausência de uma reconfortante auto-estima, ao artificialismo falso da existência. Repara como o espectáculo do Universo é infinito! Em qualquer lugar, há sempre um Sol que nasce; no Universo humano há sempre o sonho das almas nobres e o pesadelo dos mesquinhos e dos frustrados; há eternamente uma madrugada e um crepúsculo no mar, nos continentes, em toda a parte e cada um por sua vez, enquanto a Terra vai girando na sua uniformidade rítmica. Há quem navegue e viva nesta dimensão de conceitos reais, de verdades imbatíveis.

Portanto é a ignorância das profundas realidades intra-psíquicas do ser humano que não permite que o planeta seja mais povoado por maravilhosas e perfumadas flores!...

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Gia Carneiro Chaves

 

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