sol.JPG (17680 bytes)A idade avançada
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A IDADE AVANÇADA

 

 

 

  Quando nascemos a idade começa a avançar dia após dia. Segundo as tradições, o bebé à medida que avança no tempo passa a ser chamado de criança, é como uma viagem na vida no decorrer dos tempos, em que os primeiros companheiros são os pais ou irmãos, se já existirem. Vão-se sulcando caminhos mais bonitos, mais coloridos, ou mais sombrios contando de certa maneira com o ambiente circundante que influi mais ou menos no crescimento do Ser. Uns, devido a super-protecções exageradas, ficam imaturos e muito inconscientes de responsabilidades e mesmo da própria realidade objectiva, normalmente não são felizes com o avanço da idade e podem ser atingidos por doenças psíquicas mais ou menos graves. A idade mental não avançou em concordância com a idade cronológica, portanto não têm a mesma idade que aqueles que foram avançando em condições ambientais de desenvolvimento mental e físico. Podem cronologicamente ter o mesmo tempo de existência, mas na realidade não têm a mesma idade, mesmo que nascessem no mesmo dia e no mesmo ano…

  Na realidade o processo do que se chama envelhecimento inicia-se no momento em que nascemos. O nosso corpo é matéria, e com o avanço da idade os tecidos orgânicos vão-se desgastando, sendo muito afectada a massa óssea. Uns cronologicamente mais jovens, outros de idade mais avançada, mas cerca dos 35 para os 40 anos, na generalidade, começam a surgir problemas físicos mais ou menos complicados e mesmo na idade da adolescência, sobretudo nos tempos que correm, as queixas começam a acentuar-se e os desequilíbrios nervosos tornam-se cada vez mais numerosos. Vamos no entanto focalizar com mais pormenor os problemas que vão surgindo naqueles que se chamam “idosos”. Nem todos esses problemas são causados pela idade avançada, mas também por causas profundamente traumáticas de origem psíquica que se iniciam, por ignorância de quem os rodeia, nas idades infantis. Outro factor muito importante na saúde que pode retardar a deterioração celular do corpo é haver uma alimentação adequada e exercício físico.

  Frequentemente uma das últimas faculdades a desenvolver-se mais acentuadamente é a noção do TEMPO, que normalmente só se adquire quando já percorrido um extenso caminho e se começa a notar que já não se pode fazer, que já não há capacidades para tudo como há uns anos atrás. Os mais velhos adquiriram a experiência que os mais novos só se apercebem em teoria, e depois no avanço da idade começam a recordar o que um pai, um avô afirmavam e que eles estavam também a sentir. Segundo Carl Jung, “na idade avançada os homens têm tendência para desenvolverem a sensibilidade, a espiritualidade, enquanto que as mulheres desenvolvem mecanismos de defesa e inteligência”. Segundo os cientistas, a partir dos 65 anos o homem já poderá chamar-se de “muito idoso”, no entanto existem seres humanos com 70 a 80 anos que têm um ar de juventude e um espírito jovem, embora a massa orgânica tenha o seu sofrimento, especialmente os ossos, o fígado, a parte cardíaca, mas esse espírito de agarramento à VIDA leva a superar muito sofrimento físico.

  O planeta no seu movimento de translação faz escoar os anos em cada 365 dias e o ser humano cada vez vai ficando mais incapacitado e dependente… Normalmente, as mulheres têm mais facilidade em sobreviver mais tempo sem um companheiro, mas o homem torna-se mais frágil na idade avançada. Quando ficam sós necessitam ter um filho dedicado, mas a companheira ao lado seria o ideal. Começa-se a aprender a aceitar o auxílio de alguém que os estime. É a etapa mais difícil!... O equilíbrio estável a descer uma escada, ou mesmo a pôr-se em pé, ou simplesmente a caminhar, vai-se perdendo, lentamente vão-se aprisionando dos sofás ou maples onde se afundam sentido amargamente: se eu tivesse aqui alguém, se eu tivesse aqui alguém que me ajudasse a levantar com firmeza e segurança era o momento de eu poder dar uns passos, de eu poder sentir-me mais seguro e menos amargurado. Se a pessoa continua lúcida até aos últimos dias da sua existência demonstra-lhe mais luminosamente as vivências do seu existir ao longo dos tempos, o que aprendeu, o que podia ter aprendido mais. No entanto, esses seres agora incapacitados foram a firmeza e segurança para ajudar a levantar nos tempos mais ou menos remotos, enquanto puderam, aqueles que necessitavam de ajuda para se erguer, para dar aqueles passos, para sentir o apoio, para sentir.... que não estavam sós!

  Os filhos, esses, passaram a ter a sua própria vida e na grande maioria da população humana não há tempo, não têm tempo, para o “emprego”, a casa, o cônjuge e os filhos. Que há a fazer? Interná-los em qualquer instituição, a melhor que podem, para ficarem mais libertos e sentirem que o pai ou a mãe estão acompanhados e cuidados, e assim a sua consciência? fica tranquila. Surgir uma mudança que afaste o ser “idoso” do seu espaço habitual, dos seus hábitos rotineiros, mas a que já está habituado, tirar-lhe as suas coisinhas com que viveu tantos e tantos anos, faz surgir uma saudade tão profunda e amarga, e muitos uma dolorosa adaptação àquilo que não querem, que um estado mental ainda lúcido rapidamente se pode tornar senil e por vezes demente. Será um mecanismo de defesa inconsciente que o homem trouxe consigo por já não suportar o sofrimento? Possivelmente ainda podia ser útil a nível mental, com diálogos, ensinando o que foi aprendendo ao longo da caminhada existencial, dando carinho e amor, que é o que mais necessita a humanidade. Sabe-se que muitos artistas, muitos génios, muitos cientistas fizeram o seu melhor trabalho depois dos 60 anos. Mesmo esses que tanto ajudaram o mundo, mesmo aqueles que se entregaram a espalhar paz e amor, um dia podem ficar completamente sós, numa solidão sofrida, mendigando o estender de uma mão, uma pequena ajuda e não sentir, como tantas e tantas vezes acontece, que é um estorvo na vida dos mais novos.

  Outro factor de tormentoso sofrimento são os medos, por vezes muito constantes companheiros daqueles que na idade avançada se vêm numa situação de solidão, esquecidos, doentes, e cada vez mais doentes, até porque a situação psicológica não os deixará mais melhorar. São poucos, e infelizmente eu conheço muito bem a humanidade em vários pontos do mundo, ou melhor parte da humanidade, grupos maiores ou menores que eu fui sempre estudando ou analisando e no caso daqueles de idade mais avança e incapacitados, são realmente poucos aqueles em que os filhos nunca os abandonam, em que terminam o seu existir Aqui no seu mundo existencial.

 

 

 

Faço o apelo a todos aqueles que lerem esta página que compreendam e sintam que a juventude passa muito rapidamente e que as forças lenta e muito gradualmente vão-se perdendo nos embates da vida, na luta pela sobrevivência, e um dia pensarão: tenho saudades de quem fui e já não sou, do tempo que passou e não mais voltou… E olhem para o lado e deitem a mão aos que não são capazes de se levantar, em que as capacidades se foram com o decorrer dos tempos. Esses podem precisar muito para sentirem que ainda há um pouquinho de vida! Dêem, os que podem, VIDA à vida quase extinta dos que já não podem…

 

Gia Carneiro Chaves

 

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