sol.JPG (17680 bytes)Epilepsia
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EPILEPSIA

 

 

   Depois de receber uma consulta sobre epilepsia idiopática decidi lançar mais um artigo no meu site, esclarecendo dentro dos possíveis algo sobre epilepsia na sua generalidade. É uma enfermidade que se vai alastrando, e que a meu ver nesta actual humanidade desenfreada e confusa é sobremaneira salutar parar-se um pouco e apercebermo-nos com algum conhecimento dos males que vão minando a alma humana!

   A Epilepsia pode considerar-se como uma anomalia cerebral com crises que se definem como deficiências neurológicas transitórias provocadas por uma actividade eléctrica anormal no cérebro.

   As actividades, os pensamentos, as percepções e as emoções resultam normalmente da excitação eléctrica regulada e ordenada das células nervosas do cérebro.

   A causa principal da Epilepsia consiste em descargas eléctricas entre algumas dessas células nervosas. Também traumatismos cranianos, e em alguns adultos tumores no cérebro podem estar na origem da doença. Não esquecer que causas profundamente psíquicas, devido muitas vezes a estruturas ambientais desequilibradas, onde continuadamente gritos e conflitos ainda mais gritados em fúrias de agressividade imperam, podem afectar a fragilidade da massa encefálica, mal protegida pela fraca consistência da massa craniana, logo nas primeiras infâncias. Mas em alguns casos a causa não chega a ser conhecida. Quando a causa específica não chega a ser conhecida a epilepsia é denominada idiopática. A meu ver todos os fenómenos a todos os níveis são efeitos de causas … mesmo que a mente humana ainda não tenha atingido o conhecimento de muitas causas!… Há casos muito raros em que uma criança com menos de seis meses pode ter um ataque epilético, que, por vezes é tomado erradamente por outra situação médica.

   Embora a epilepsia seja mais considerada como hereditária, desde há muito sabe-se que pode também ter causas traumáticas, e afecta cerca de 5 pessoas em cada 1000. O distúrbio tem geralmente início na infância ou na adolescência, mas se houver percepção do facto, submetendo essas crianças e jovens a terapias adequadas superam a epilepsia e não requerem medicação. Esta doença pode apresentar-se sobre duas formas fundamentais: as crises generalizadas e as crises parciais. As primeiras originam perdas de consciência, afectam todo o organismo, e podem surgir em qualquer ponto duma extensa área cerebral.

   As variantes das crises generalizadas são conhecidas como crises de "grande mal" e as de "pequeno mal".

   Durante uma crise de "grande mal" há perca de consciência e todo o corpo torna-se rígido, e surgem depois contracções intermitentes dos membros. Por vezes pode ocorrer um grito inicial, a respiração parece cessar ou torna-se muito irregular durante a crise. Por fim os músculos relaxam e pode surgir incontinência fecal ou urinária. Depois de algum tempo, o doente vai tomando consciência, fica primeiramente confuso, pode ter dores de cabeça, ou uma grande necessidade de dormir, e normalmente não se recorda de nada do que lhe aconteceu. São crises convulsivas.

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   O "pequeno mal" é caracterizado por ausências; normalmente há uma momentânea perda de consciência, que por vezes é muito curta em que o paciente não se apercebe de nada. Esta situação é muito mais frequente nas crianças, na puberdade em que a criança ou o jovem durante o episódio de alteração de consciência permanece com um olhar fixo e vazio não se observando espasmos nem convulsões. Por exemplo num período de ausência, uma criança pode continuar a fazer o movimento da escrita, mas sem realmente formar letras. Umas das formas de diagnosticar a epilepsia é através do electroencefalograma, que nem sempre é suficiente para o diagnóstico.

   Os epiléticos estão geralmente aptos a trabalhar, mas o distúrbio mental pode alterar e mesmo limitar a escolha da profissão, levando-os a viver na maior parte do tempo de Vida descontentes, desconfiados e por vezes conflituosos!

   A epilepsia provoca muitas vezes a modificação do carácter, grande excitabilidade, irritabilidade, agressividade quando são contrariados nas suas vontades, nas suas ideias, mas apresentam lentidão de reacções, e diminuição de faculdades mentais. O exemplo mais célebre do génio epilético foi o soberbo escritor russo Dostoievski.

   As crises parciais em que se pode manter o nível de consciência são originadas por lesões numa área do cérebro mais limitada como por exemplo a epilepsia do lobo temporal. No entanto embora estas crises tenham início numa área cerebral mais específica, o distúrbio eléctrico pode espalhar-se e afectar todo o cérebro humano tornando-se numa crise generalizada.

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   A propósito da epilepsia do lobo temporal é considerada aquela em que se verificam as descargas eléctricas anormais no cérebro limitadas ao lobo temporal.

   A causa principal é a existência num dos lobos temporais duma área afectada que actua como um foco potente no desenvolvimento das descargas anormais eléctricas. A lesão pode ser provocada por traumatismo de nascimento, tumor cerebral, ou acidente vascular cerebral.

   As pessoas afectadas por epilepsia do lobo temporal padecem de estados oníricos, que vão desde a perda parcial da consciência, a uma situação de desatenção, e desconcentração quase total. A pessoa afectada pode fazer coisas de que não se recorda, e mesmo se alguém fizer alusão às situações observadas, nega-as compulsivamente alegando que não fez, que não disse … etc.

   É tremendamente difícil ter um contacto assíduo com este tipo de doentes.

   Também há a considerar que esta doença afecta com frequência indivíduos dotados de aptidões notáveis.

   Temos como exemplo a coragem e o génio de Vicent Van Gogh. Nos últimos 10 anos da sua vida dedicou-se à pintura. Um homem excêntrico, frequentemente desagradável trabalhou incessantemente. A doença de Van Gogh nunca foi correctamente diagnosticada durante a sua vida, mas tem sido analisada posteriormente por numerosos especialistas. Uma das teorias actualmente avançadas, é que ele não sofria de loucura, mas de epilepsia temporal, que se caracteriza também por perturbações emocionais, perceptivas e psicomotoras. Há a considerar que existem também descargas eléctricas no interior dos centros sensoriais e de emoção que podem provocar comportamentos anómalos e violentos seguidos de amnésia.

   Van Gogh vivenciou no seu infortúnio doentio uma combinação de sofrimento e simultaneamente de esperança que ele expressa numa linguagem sem par das cores, das texturas e das formas, que legou ao mundo, perfeitamente visível nos seus quadros, em especial no quadro "Corvos sobre campo de trigo". É considerado o último dos seus quadros, onde parece anunciar o seu suicídio que o levou com toda a sua genialidade aos 37 anos.

 

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   Pode-se combater a epilepsia com os normais fármacos psiquiátricos, mas também com saudáveis e eficientes produtos naturais e as indispensáveis psicoterapias, especificamente as psicoterapias de relaxamento com musicoterapia suave e descontrainte; Yogoterapia direccionada à enfermidade e estou convencida por experiência própria profissional que em alguns casos é possível fazer desaparecer esta enfermidade. Além destas psicoterapias, que são as mais eficientes nesta doença, há outras a acrescentar conforme a situação de cada doente. Sobre este assunto poderia ensinar muitas técnicas, mas já vai demasiado longo o artigo.

   Actualmente parece cada vez mais crescente o número de crianças e jovens afectados por várias perturbações desrítmicas, paroxísticas, neste torvelinho humano, que vive correndo desenfreadamente … Porquê?! Para quê?! Para onde?! tornando tantas crianças e jovens profundamente infelizes numa angustiante solidão afectiva e numa revolta contínua. Se têm tudo a nível material, por vezes demais, se os pais lhes dão tudo, perguntam-se eles: "Porque são os filhos problemáticos?". Estes são as principais vítimas! Muito mais teria para dizer, mas já vai muito extenso o artigo. Obrigada pela paciência.

 

 

Gia Carneiro Chaves

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