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Como algumas das questões que me colocam são de interesse geral, pode encontrar nestas páginas as respostas dadas aos visitantes deste espaço. Assim, talvez possa ajudar todos aqueles que se encontrem em situações semelhantes.

Como constatará, as perguntas não estão assinadas por forma a manter o anonimato de todos aqueles que me questionam.

Gia Carneiro Chaves


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Questão 1

Como viver longe do Sol? Como viver com um Oceano a separar pessoas? Como sobreviver à ausência...? Como existir quando também há finais de semana ... grandes hiatos ... grande solidão? Como permanecer vivo, longe da razão de viver?

Alguém indaga: "Como viver longe do Sol?"

Se nos reportarmos à física e considerarmos o Sol a estrela mais perto da Terra, na verdade, "Ele", mesmo assim está muito, muito longe...

Mas se nos reportarmos ao Sol, que simbolicamente no nosso imaginário é Vida iluminada e aquecida, o "Sol" está sempre "lá" nesse firmamento, onde não há muros, nem fronteiras, nem guerras, nem conflitos, mesmo que não "O" vejamos. Quem se considera longe do Sol está imerso na escuridão profunda, de quem não vislumbra a rota a seguir, nem o que de belo pode existir em seu redor!

Na verdade não é possível "viver longe do Sol" quando esta afirmação simboliza viver psicologicamente em atitudes fechadas, em pequeninas ilhas cercadas de muros, onde nem é permitida a entrada dum raio de Sol. Indubitavelmente o Ser humano é um Universo extremamente complicado, e quantas vezes?!!! em mecanismos de defesa desnecessários se encerra numa concha hermeticamente fechada. São um exército de medos, de angustiantes sentimentos de insegurança, do desconhecimento de quem somos e do que somos, que levam o Ser humano a encerrar-se nessa concha ao longo da caminhada existencial. Para poder viver com o Sol, é imprescindível uma Coragem indómita para aprender a querer derrubar os muros, ou a abrir a concha em que se encerrou, primeiro com desesperada luta interior, num trabalho persistente e sem desistências, até que um dia descortina a luz do Sol, o hálito perfumado do ar, o movimento súbtil da Vida que anima a existência dos que vivem ...

Então... numa força energética redobrada, num impulso vital, solta-se da "prisão" em que voluntariamente se encerrou num querer aprender a viver com o Sol. Não mergulhar tanto em si mesmo, outra limitação que limita as manifestações da Vida, mas sim abrir as janelas interiores de dentro para fora e olhar o horizonte infinito... Não submergir somente no menos belo, em situações interiores de pessimismo, mas agarrar sofregamente o que de belo se nos depara.

Podemos criar o Sol, criar a Alegria, criar a Vida nas suas mais diversificadas manifestações, porque criar não é somente no sentido estético como cria o pintor, o escultor... A arte em qualquer manifestação, mesmo a Arte de Viver representa a expressão externa, oriunda do interior humano; é uma capacidade de dar forma às ideias; e se há ideais de beleza, de Paz, de Amor, "Eles", esses ideais, habitam na nossa mente, portanto eles podem existir na realidade vivencial!

Consequentemente criar é também como que projectar os sentimentos humanos, criando emoções positivas e construtivas de Vida, que originam na actividade intrapsíquica um bem-estar indiscritível, que se pode expandir ao mundo circundante. Dar Felicidade, bem estar depois de os construir, é recebê-los do Cosmos numa dimensão multiplicada, e desta forma viver-se-á sempre com o Sol!!!

"Como viver com um oceano a separar pessoas? E como sobreviver à ausência?"

Se não houvesse a física, e se não estivessemos dimensionados por corpos, existentes em espaços, as mentes humanas estariam no Cosmos como pontos comunicantes. Pontes invisíveis estabeleceriam contacto entre os que vivem na mesma sintonia vibratória, na mesma dimensão evolutiva. Mas, mesmo existindo a física, a geografia, na nossa mente "as distâncias físicas" dissolvem-se por si mesmas, sempre que o nosso pensamento se concentra num alguém no mais longínquo lugar, a quem nos liga um profundo laço afectivo, e numa reciprocidade de sentimentos esse Alguém, possui as mesmas energias afectivas para dissolver os mesmos espaços físicos. Não há imensuráveis oceanos, nem ciclópicas montanhas que separem as pessoas, quando nelas vibram pensamentos e sentimentos em uníssono. Estar em presença física não significa "companhia", porque pessoas podem deambular fisicamente perto, mas estarem tão distantes, tão distantes, como se estivessem ausentes num espaço longínquo! A ausência não significa separação física, mas sim separação afectiva ou de pensamento. Cada um está onde o seu pensamento e os seus sentimentos estiverem. Cada um está com quem a sua mente em toda a sua dimensão estiver!

"Como existir na solidão?"

Na realidade ninguém está só... se existir um mínimo de auto-estima há a nossa própria companhia. Há ideais que acalentamos, que nos fazem criar esperanças e quebram qualquer espécie de solidão. Há que analisar o ser humano multifacetado, e avaliar as causas psíquicas que o conduzem a uma sensação de solidão. Se Alguém depende afectivamente exclusivamente dum outro, e na sua existência não há laços que o prendam a mais ningém, as trocas afectivas são limitadas, e esse Alguém torna-se obsessivo, controlador, sofrido, vivendo somente em função da vida do outro... Se este "outro" lhe falta ou se afasta, a sensação duma invencível solidão, criada pela sua própria mente, domina completamente a alma angustiada e perdida, de quem não tem mais nada, nem ninguém. Tal como a mulher frustrada e sem horizontes de maior amplitude vivencial, que entrega o seu mundo afectivo aos filhos, e pior se é só um, empregando toda a sua energia vital a tão reduzida dimensão humana! Tudo o mais, seja o que for, seja quem for, pouco ou nada lhe diz. Obcecada, possessiva, nunca se questiona, ou se o faz, depressa tenta afastar pensamentos tormentosos! Se os seus filhos um dia se afastam dela, se deixam de a necessitar, e naturalmente seguem a sua própria caminhada, como poderá continuar a existir? Como tantas mulheres que tenho encontrado ao longo da minha actividade profissional que sofrem uma imaginada solidão agonizante, lamentosas e queixosas da ingratidão dos filhos por quem tanto se sacrificaram?!!! Nunca souberam ou nunca quizeram saber como construir outras motivações e razões de viver!

Sobre este tema escrever-se-ia um livro... Mas como o espaço é limitado, e o tempo de que disponho é escasso, vou tentar salientar como "não viver em solidão".

Sem dúvida temos consciência que fazemos parte dum Universo infinito, que somos seres multidimensionais, e ao limitarmo-nos excessivamente, bloqueamos ou destruimos muitas das nossas potencialidades vitais nas mais variadas dimensões.

Basta observar o Universo na sua infinitude... Dar-se conta como a Terra em movimento vai transformando a Primavera em Verão, o Outono em Inverno num ritmo cronológico e constante. Mesmo quando a luminosidade do dia encurta, e o manto negro da ausência do Sol se prolonga, podemos encontrar a companhia na música que gostamos, e que actua como um bálsamo reconfortante, numa poesia que lemos, num livro onde aprendemos, e até no silêncio que escutamos. Querer aprender a agarrar o lado belo de cada coisa da Vida, é sentirmo-nos acompanhados de tudo o que nos cerca! Consciencializarmo-nos que somos expressões interdimensionais da Vida; que somos como límpidos espelhos que reflectem cada manifestação da nossa actividade mental. Que possuímos capacidades imensuráveis, e se quizermos podemos em cada " Hoje" criar uma ínfima alteração nos nossos estados menos positivos, o que nos irá conduzir a um "Amanhã" absolutamente diferente. Aprendermos a libertarmo-nos da escravatura de quase exclusivas vivências comezinhas rotineiras dum quotidiano asfixiante, e criar ... criar Vida em cada percurso, construindo de forma mais positiva o seguinte. Neste caminho evolutivo sentimos sempre a companhia da nossa própria evolução.

Ninguém pode existir na solidão, porque a solidão não existe! Até a tristeza, a saudade são companhias!...

Gia Carneiro Chaves

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Questão 2

Desde a juventude que sofro de enxaquecas, as quais têm piorado em intensidade e frequência. Sou uma pessoa com algumas responsabilidades a nível profissional, e estas dores torturantes não me permitem desempenhar a minha função: fico irritado, com falta de paciência e chego até a ser agressivo. Consultei vários médicos e a situação não melhora. O que fazer? Como posso arrancar as causas primordiais desta doença? Obrigado.

Por certo leu atentamente o que foi exposto sobre enxaquecas, portanto conhecendo as causas fundamentais originárias de tão dolorosa psicossomática é imprescindível que inicie um processo de autoterapia. A hiperpreocupação é de certo o factor dominante desses estados desagradáveis que o dominam. Entre os vários medos que o perseguem há um constante: o medo do aparecimento da enxaqueca. Há uma ansiedade permanente quase continua! Penso que sózinho, sem ajuda dum bom psicoterapeuta terá dificuldade de se libertar, mas não é de todo impossível. Mesmo que tome alguns analgésicos, somente anestesia a dor, e as causas prevalecem. O organismo humano segrega os seus próprios analgésicos, entre eles as endorfinas e as encefalinas - proteínas que ocorrem naturalmente no cérebro. Mas nem esses analgésicos produzidos naturalmente no organismo, nem hormonas que podem aliviar a dor crónica como a dopamina e as chamadas hormonas do stress, adrenalina e noradrenalina, que são produzidas pelas glândulas supra-renais, resolverão mínimamente o problema se o doente permanecer em estado de angustiante ansiedade e nervosismo. Nas medicinas alternativas há vários processos de aliviar a dor.

Um deles é a digitopunctura que ensina um processo de auto-ajuda. Existem três pontos a serem tratados para a enxaqueca: na mão faça pressão no extremo da prega entre o indicador e o polgar na direcção do osso do indicador; na parte superior do pescoço faça pressão para dentro e para cima abaixo do crânio e junto das partes laterais da coluna; nos pés pressione entre o dedo grande e o seguinte para dentro e para cima na direcção do centro do pé. Exercícios Dô-in, que poderá aprender com a simples compra dum livro sobre Dô-in.

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Massajar os pontos atrás das orelhas para cima e para baixo em circulos pequenos durante uns minutos. Pressionar também pontos colocados no pescoço utilizando o polegar e coloque o resto da mão em volta do pescoço. Conclua o tratamento pressionando os pontos localizados na nuca da mesma maneira, mas utilize os três dedos com o polegar apoiado na clavícula, e também os pontos localizados na região superior dos ombros. Depois deite-se pelo menos dez minutos com as palmas das mãos sobre os olhos.

Além de todas estas técnicas, é muito importante salientar aprender a relaxar-se. Deite-se num quarto na penumbra com uma suave música, como por exemplo da flauta de Zamfir e deixe que o tempo se escoe visualizando simultâneamente forças da Natureza, como o mar, a planície toda verde e florida, a montanha com uma cascata, o bosque pleno de energia de árvores frondosas e o Sol como fonte de energia que dá Vida! Aprenda que a Vida é demasiado breve para preocupações exageradas que em vez de solucionarem problemas os apavam imensuravelmente. Acredite que a auto cura é um processo mental de eliminação do que confrange e amargura, agarrando cada coisa bela, cada momento bom, tentando prolongar as situações agradáveis e nunca por nunca cultivar mazoquisticamente a angustiante preocupação, por vezes por coisas inúteis e vãs. Muito mais poderia ensinar, mas dentro de si estão os ingredientes e as potencialidades para se sentir cada vez melhor.

Gia Carneiro Chaves

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Questão 3

Gostei muito da sua página.
As minhas crises de enxaquecas começaram quando eu tinha 16 anos. Actualmente estou com 50 anos. Já fiz terapia diversas vezes durante muitos anos, sendo que as crises continuaram. Sou super preocupada, perfeccionista e tive uma infância muito ruim. Antes tinha a enxaqueca oftálmica, agora sinto muita dor nas temporas. Já acordo com dor. Qual o tipo psicoterapia indicada para os sofredores de enxaqueca?
Agradeço sua sugestão.

Li atentamente o que me disse sobre o seu caso de enxaquecas. Acredito que soube encontrar que as primeiras crises seriam enxaquecas oftálmicas, mas não só ...

Dadas as causas psicológicas que me apresenta domina a enxaqueca psicogénica com todo o exército de factores psico-afectivos. Uma vida solitariamente afectiva conduz a várias consequências, e as carências afectivas profundas e dominadoras num ser sensível e muito dado apenas a pensar, numa constante ansiedade angustiante provoca essas torturantes dores de cabeça. Os seus pensamentos e sentimentos vividos numa profunda introversão levam-na a complexos de culpa de não fazer bem o que lhe é imposto, não cumprir, e há sempre um sentimento em si que alguma coisa falha para se sentir no caminho da perfeição. Uma hiperpreocupação consome-a e o sofrimento das enxaquecas tortura-a!!! Gostaria de estar mais perto de si, sei que a poderia ajudar. A psicoterapia mais adequada é a psicoterapia de relaxamento, com musicoterpia e simultâneamente psicoterapia de visualização.

O paciente deita-se confortavelmente numa cama, num quarto em semi-obscuridade, num espaço calmo e tranquilo e tendo uma música de fundo muito relaxante como a flauta de Zamfir, e o psicoterapeuta numa voz doce e muito suave induz o relaxamento ao corpo, iniciando esse relaxamento pelos pés e pernas, e depois inicia no mesmo tom a visualização mental mas bem consciente de imagens da Natureza, como por exemplo: o paciente vê-se numa planície toda verde, onde há flores multicores e o chão é como um tapete de Vida! Árvores aqui e acolá que são abrigos de aves, que na hora mágica do entardecer, recolhem aos lares - as ramadas das árvores. Na planície há um rio de água límpida e transparente que desliza suavemente num murmúrio doce que tranquiliza e dá Paz.

O paciente ao reter estas imagens e muitas outras, em cada dia é uma diferente, vai soltar outras desagradáveis que amarguram, como dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, estas técnicas de psicoterapia têm a finalidade de soltar imagens ruins e torturantes gravadas, mesmo a nível inconsciente, e acumuladas nas infâncias e adolescência para serem substituídas pelas forças da Natureza mãe, por imagens que dão Vida à Vida. Só assim melhorará. O psicoterapeuta tem que conhecer muitas técnicas de psicoterapia e como cada ser humano é um Universo único, é necessária além da técnica a sensibilidade, a sabedoria e Amor por cada um para que cada um possa curar-se.

Gia Carneiro Chaves

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Questão 4

Tenho uma filha com 39 anos que roe muito as unhas desde pequena, até já tem os dedos deformados. Tem alguma maneira que ela possa parar de roer? Tem alguma forma de solucionar? Eu fico-lhe grata.

Certamente leu com atenção o meu artigo sobre onicofagia, portanto ficou consciente que o hábito de roer as unhas inicia-se normalmente por um conflito emocional, a ausência de afecto, e também por uma super-protecção exagerada, ansiosa e angustiada, que cria uma profunda ansiedade na criança, depois na adolescente, e se continua em adulta, significa que os medos, as carências afectivas, a insegurança e as ansiedades angustiantes fazem parte do seu quadro psíquico! Se for uma filha única, o problema é mais grave, porque o controle super-protector é mais sufocante. A única maneira que tem para a sua filha deixar de roer as unhas é consultar um bom psicoterapeuta consciente e honesto, que a ajude a libertar e a libertar-se de traumas acumulados desde a infância. Poderia ajudá-la como psicoterapeuta se nos encontrássemos no mesmo país, mas como me parece de certa gravidade a situação psíquica de sua filha era urgente encontrar uma solução junto de um psicoterapeuta conhecedor e consciente.

Gia Carneiro Chaves

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Questão 5

Prezada Dra. Gia
Li o seu artigo e lembrei-me de um artigo do Jornal, cujo tema, em razão do dia dos pais, era o da "guarda partilhada". Segundo entendi no texto escrito pela Sra., é fundamental que a criança possua uma identidade com o "seu quarto", a "sua casa", etc. Porque a Sra. acha que a justiça está amparando uma estupidez destas, a que se deu o nome de "guarda partilhada"?
Abraços.

Como sempre muito interessada no campo da investigação dos mais complexos mecanismos da alma humana a minha única e sempre corrente preocupação é o bem-estar do ser humano, especialmente das crianças, dos jovens! Aquilo a que chamam a justiça dos tribunais é a mais devastadora injustiça no que respeita à "guarda partilhada", aliás como a muitas outras coisas. É uma instituição, pelo menos em Portugal, duma aridez, duma frieza, duma completa ausência de sentimentos sem que a afectividade intervenha, aplicando leis rígidas, convencionais, e convencionadas, inflexíveis, sem atender minimamente às causas humanas, às situações vivenciais humanas, a factores de cargas genéticas que muitas crianças já transportam, e em vez de aliviadas e recuperadas são cada vez mais destruídas.

A justiça?! Sim a "justiça" ampara esta "guarda partilhada", porque foi o que aprendeu e o que a mandam fazer. A Estupidez está nos pais/mães que possivelmente nunca tiveram a mínima condição de ser pais/mães. Se, eles, esses pais/mães que querem a evolução natural a nível humano do seu filho/filha quando vissem as suas crianças divididas, que vão crescendo cada vez mais inseguras, instáveis, medrosas, tímidas, com problemas psicossomáticos, problemas na fala, dificuldades no intelecto, consequências profundas e graves dos distúrbios criados pelos conflitos dos pais/mães, se aliassem através dum longo e árduo trabalho de solidariedade, procurando conhecer e saber, saber mesmo dessas situações, e lutassem contra a situação que vai fazer dos seus filhos/filhas adultos problemáticos e profundamente infelizes, a sua força era maior que a aridez dessa fria e rígida instituição a que chamam tribunais, porque era a força do Amor (se ele existisse) por esses seres humanos que trouxeram ao mundo, dando-lhe o existir, mas tirando-lhe a Vida! O egoísmo é dos pais/mães que nos seus conflitos e guerras não olham para as pobres crianças que amedrontadas e inseguras se vêem depois ora em casa de um, ora em casa de outro, com hábitos diferentes, porque cada um deles arranja o seu parceiro ou parceira e a criança cresce em duas famílias, por "ordem dos tribunais" numa confusão mental de graves consequências. Quando mais crescidos começam a aperceber-se que é o pai, ou a mãe com quem preferem estar, começa a chantagem competitiva do que é menos preferido ou com quem o jovem se sente mal, causando distúrbios de personalidade gravíssimos que podem levar a perturbações mentais. Mas os pais/mães continuam nos seus conflitos e a criança ou jovem insiste que prefere este ou aquele, e não quer ir para o outro. O preferido pode ser até o pai, o que não tem a custódia do filho/filha, e nesta altura era de recorrer ao tribunal, recorrer à justiça alegando o que o jovenzinho/jovenzinha pretende e apresentando causas justas que vão destruindo a formação da personalidade do jovem, já tão deteriorada, porque a identidade vai-se perdendo. Se todos os pais/mães nesta situação com força e coragem actuassem, talvez a tal justiça caísse de surpresa em surpresa e muitas leis fossem revistas. Que faz a "estupidez" destes pais/mães mesmo aqueles com quem o filho/filha quer viver? Fala, aconselha, o menino ou a menina, mas desta vez não pensa na intervenção de forças mais poderosas … tem medo de pôr a nu os podres da sua vida! Tem medo da opinião dos outros, e não teme estar a deformar cada vez mais um filho/filha que arrasta graves consequências. Continuam egoístas, individualisticamente a consultar psicólogos e psiquiatras, cobardemente com medo de se exporem tentando resolver os problemas com o seu ou a sua ex… o que só dá normalmente origem a mais conflitos e guerras e cria maior confusão na mente do jovenzinho/jovenzinha, que já tão infeliz se sente! Quando uma verdadeira avalanche de pais/mães a intervir junto dos tribunais demonstrando o mal causado em seres humanos poderia talvez humanizar aquilo a que chamam a "justiça legal". Se cada ser humano tivesse Vida e não somente existência, o mundo seria um mundo de Paz e não um mundo de guerra.

Um abraço amigo atravessando o oceano.

 

... E o visitante que me colocou esta questão respondeu-me permitindo a publicação da mesma no meu site. Nesse seu mail existem frases que os nossos visitantes deviam ler ... frases que chegam à alma dos mais insensíveis:

 

"... Comungo de suas opiniões e admiro o caminho que a senhora escolheu para desempenhar sua missão nesta Vida. Interessa-se, em especial, conhecer sobre assuntos que nos podem ensinar sobre medicina alternativa, poesia, Jung, enfim, valores que lapidam a alma e nos aproximam da energia divina.
Obrigada por seu carinho e atenção. Sua resposta aborda matéria séria e de extrema importância.
Parabéns por haver aceitado essa luta de ajudar.
Quanto à publicação do e-mail, sinto-me honrado por poder participar, de alguma forma, deste trajecto."

Gia Carneiro Chaves

 

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