Muito se tem dito acerca do progressivo abandono a que o interior do país tem sido votado. Cada vez mais as pessoas se mudam para o litoral onde, se diz, há mais empregos e condições de vida, mas há sempre relutância em abandonar a terra onde se cresceu e onde estão todas as referências. A ligação com os lugarem onde se vive nunca é instantânea e são precisos anos até que tudo volte a fazer senti
O pré-anúncio de crise política, em cima de uma crise financeira e de outra orçamental – esta semana confirmada -, caiu nos braços do Presidente da República.
Causou-nos viva perplexidade o recente episódio afectando o semanário ‹‹A Capital››. Meus Senhores, impedir uma publicação de sair à rua, queimando mais de 3000 exemplares apenas porque expressa uma opinião contrária ao discurso oficial é um atentado grave à liberdade de expressão e de opinião, direitos fundamentais garantidos pela Constituição da República de Angola.
Ora aí está uma medida aparentemente brilhante do Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das Florestas e do Desenvolvimento Rural de Portugal: os reclusos e o Exército vão limpar as matas para prevenir os incêndios.
Em Outubro de 2001, mostrando um raro sentido democrático, o então Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Caetano Intchamá, ordenou o encerramento dos dois únicos jornais privados que se publicavam no país. Se fosse hoje, em Portugal, bastaria convidar o director para almoçar...
No passado dia 8 celebrou-se o Dia Internacional do Jornalismo e recordei-me de um recente caso que alguém, muito pertinentemente, designou de “greve de fome cerebral” e que tem por figura preponderante o meu amigo jornalista Orlando Castro.
O Império Otomano estava enorme, oco e podre quando caiu. Sem reforma, o Estado social terá o mesmo destino. Até a ministra Gabriela Canavilhas admitiu o seu colapso
Em Portugal vive o filósofo mais “esclarecido” sobre liderança, gestão de empresas e de recursos humanos e sobre organização do trabalho. O seu nome é Laurentino Dias e desempenha as funções de secretário de estado da Juventude e Desporto.
É assim que nós, portugueses, vamos ficar para a História se não for convenientemente investigado e esclarecido o caso de pedofilia que envolve a Casa Pia de Lisboa e exemplarmente punidos todos os que nele participaram e também aqueles que, por negligência ou omissão, permitiram a continuação de tais práticas durante mais de duas décadas.
Tantos anos depois serão, certamente (muito) poucos os que acreditam que vai haver justiça no caso de pedofilia da Casa Pia. Continuo a acreditar que não vai haver justiça. E não vai porque, para além dos políticos (e similares: polícias, tribunais, jornalistas etc.) serem feios, porcos e maus são, ainda, cobardes.
Hoje, mais coisa menos coisa, Moçambique volta a viver um drama que já conhecera no dia 5 de Fevereiro de 2008. Na altura tratou-se de um violento protesto contra o aumento do custo dos “chapas”. Essenciais (por manifesta incapacidade de o Governo fornecer esse serviço) para o transporte dos trabalhadores que ganham pouco (fora os muitos que só ganham desespero) são também um barómetro da socieda
Felizes (embora de barriga vazia) continuam os 700 mil desempregados, os 20 por cento de miseráveis e os outros 20 por cento de pobres. Não admira, por isso, que todos agradeçam ao sumo pontífice do PS e aos seus acólitos.
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